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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Alienação da Ânsia

Tantas vezes, passamos as tardes de domingo, assistindo TV - aqueles programas que me dão depressão. Não por serem ruins (é, na verdade, a maioria), mas pelo fato de serem exibidos em domingo. É algo relevante, deixando muitos no desânimo. Tenho péssimas recordações desses acontecimentos, mas por sorte, ainda estou vivo. Não é novidade, certos programas da TV brasileira, copiar os quadros de programas americanos. O Big Brother é um forte exemplo disto. Pode ser falta de criatividade ou só pra encher a linguiça, vai saber. Sem mais delongas, o foco disto é até onde os apresentadores precisam seguram o ibope, fazendo de tudo para prender sua atenção.
Num domingo a tarde, estava assistindo um quadro que servia para "dar um upgrade" na pessoa, a ponto da mesma se sentir melhor e mais confiante. Até aí, nada demais, tirando o fato da Merchandising dos produtos de beleza, das roupas, entre outros, porém, não tão apelativos e imbecis quanto aos das novelas da Globo. O problema é a demora, Quem assiste, fica desesperada, ansiosa, pois se trata da vida real, mas o cara que apresenta o programa, não chega logo nos finalmente, vindo o que em seguida? Os comerciais. E fica, e fica ali, esperando voltar para ver como a pessoa ficou. Mas, daí vem os "rodeios", aquela enrolação clássica - contam, recontam, e recontam mais uma vez o passado da pessoa - é um rodeio parecido com aqueles que muitos ouvem na hora do patrão pagar o salário (não generaliza). Até que, faltando 5 minutos para encerrar o programa, vem então, a dita pessoa renovada. Todos felizes.
Foto tirada em Rio Grande, perto dos barcos dos pescadores.
Não teve nenhuma identificação do autor da arte.
Para mim, a imagem representa um estado de transe da mulher, bloqueada das
ações negativas e deprimentes da sociedade humana.
Bom, o problema disso tudo é a questão de deixar o povo apreensivo, invés de ser algo mais objetivo. É muita enrolação para segurar a audiência, ainda mais de algo que passa todo santo domingo, onde só muda as personas dessa trama. Eu creio, e possivelmente mais pessoas concordam, que se pode aproveitar bem mais o domingo, fazendo coisas interessantes ou mais objetivas, além do velho hábito de ficar assistindo TV. Mas, é questão de escolha, em decidir o que se acha melhor pra fazer.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

(ainda) intitulável

Você – jovem – dezessete anos, completando o Ensino Médio, cheio de esperanças dum futuro duvidoso. Conhece uma garota linda – quinze anos – tudo firme, tudo em cima. Ela é querida e cheia do gás. Papo aqui, papo lá – ela conta histórias de sua vida, alegres e deprimentes. Até aí tudo bem. A partir da quarta conversa pelo chat ela diz que te ama. Abraços, beijos, e tudo mais. Passa um mês, ela começa a apresentar sinais de interesses. Não aparece no chat com frequência. Ela quase não puxa assunto, te deixando de escanteio. Você pergunta constantemente o porquê deste comportamento – ela só diz: “Não é nada”, ou “Só não estou muito bem hoje, nada demais”, ou ainda, “(...)”. Sua cabeça fica tão pilhada que parece formar uma bateria de carro. Depois de uns dias, vêm as explicações mais esfarrapadas: distância, desaprovação dos pais (dela), os pais (dela) descobriram o “namoro”, ou brigas (propositalmente ocasionadas por ela). Mas, finalmente, vem o Fatality – ela termina, dizendo que o problema não é você, mas sim, ela. Que nunca esquecerá os bons momentos (poucos) juntos.


Isso te incomoda, deixando deprimido, pois estava começando a gostar da figura. Não demorando, de curioso, você vasculha o perfil dela e tem uma surpresa. Namorando. Não, você não está delirando, sim, é o que você vê. A raiva toma conta, e a vontade de tirar satisfações é imensa. Nada adianta. O jeito é deixar pra lá e procurar esquecer. Aí você começa a imaginar estratégias para deixar o namorado de sua “ex” cabulado com algumas verdades. Alguns detalhes, como quando você a beijava e sentia aquele hálito insuportável de arroz, feijão, carne e alface (se alguém fosse capaz de se alimentar apenas do cheiro de comida, com certeza, este indivíduo não passaria fome nunca). Havia várias oportunidades de tentar alertá-la do mau cheiro, mesmo lhe oferecendo um chicle de hortelã, mas por gentileza, você nem se manifestava. É, camarada, a vida não é fácil. Em fim, você acaba criando expectativas um tanto caóticas: Você se dando bem em algum momento fictício de sua vida, e ela reconhece isso e pede uma segunda chance. Ou você com uma nova namorada, bombando nas pistas, e ela vê o que perdeu (é sério isso?). Bom, isso acontece. Mas o que vemos com tudo isso, é que são apenas fases ou experiências da vida, onde você chora, se enraivece, acaba esquecendo (ou não) e toca a fita. Parece um tanto desanimador, mas é real, e é natural. A vida é assim, cheia de confusões, perdições, e ilusões. Isso faz formar o caráter. Amadurecer as ideias, e fortalecer seu espírito para tocar pra frete esse mundinho de confusões chamado de vida.

Obrigado.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Fila de segunda

Isso é tudo.


Era tarde, naquela temperatura agonizante de indecisão, pois era frio, era quente, clima típico de garantir uma boa sensação de gripe ou febre. Foi também uma tarde linda para pagar as contas que nem eram minhas, mas por ser obediente, me arrisquei nessa grande aventura. Além da enorme fila, vi pessoas de caras feias, agoniadas, desesperadas, a ponto de qualquer bobeira, explodirem de tanta raiva pela espera.

Mas foi bem interessante. Além das caras feias, pude ouvir conversas de pessoas atrás de mim. Um sujeito quase 40 anos falando para um de 50 como nosso sistema de punição é fraco. Ele mencionou um caso de um país que havia ouvido por terceiros, diria uma lenda urbana, onde um homem matou e sua punição foi ser enterrado vivo, mostrando ao povo o castigo que afligirá a quem matar e roubar.

Eu queria concordar e complementar seu argumento, dizendo que muitos xiitas de esquerda iriam fazer manifestos em prol dos Direitos Humanos, pois a final das contas, ladrões, assassinos, estupradores, também são cidadãos, e por isso este método eficaz de combate ao crime e diminuição nos presídios não teria a menor probabilidade de práticas no Brasil. Afinal, é o país do tal futebol. Onde tudo acaba em pizza, o Bolsa Família é a melhor coisa já existente, e claro, onde o povo é feito de palhaço. 

Nota do escritor:
Não sou muito da onda de justiça com as próprias mãos, até porque não queremos ser pessoas cruéis, né? O brabo é que isso não passa na cabeça dum louco de pedra. Ficamos a mercê da confusão. Que dilema. Bom, violência gera violência.

sábado, 17 de maio de 2014

Por pouco na traseira

Desenho feito a mão que virou vetor.

Madrugada a fio, nebulosidade comendo o ar - frio - tenso - noite assombrosa. Estava ele, rumo para casa, andando em seu carango prata. Variando de 70 à 80, sem restrições. Subindo a faixa a beira das casas que ali residem, um súbito susto surge. Sem ver com antecedência, pouco se via ali, o choque quase se realiza. Um carro de luzes queimadas, andando em inferiores 20 ou 30 por hora. Idiota, merda, diabo, seja o infeliz, quase por quase provoca sua morte. O prata, por sorte, freia bruscamente e inclinando para a esquerda, a tempo de desviar do lesado do carro de luzes queimadas. Por pouco causa a batida, que ali tornaria a perda de algumas vidas.
Culpa de quem? 
Lógico, o idiota do carro queimado, se não fosse seu descuido em não reparar erros no carro, evitaria buzinadas, xingamentos, e a fins. 
Sendo assim, por besteira, por pouco foi na traseira.

Nota do escritor:
Muitos acidentes de trânsito ocorrem, não só pela imprudência dos motoristas em alta velocidade ou ultrapassagens exageradas, mas também, pela idiotice dos mais velhos ou bêbados voltando do baile, que não notam que as lanternas traseiras estão queimadas. Andando em baixíssima velocidade, numa cerração estrondosa, totalmente as cegas, como se nada fosse acontecer.